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Marista Brasil · 30 de julho de 2024

Pesquisa escolar: como ajudar seu filho nessa tarefa?

A pesquisa escolar é parte da formação de estudantes desde a infância. No início, a busca é por instigar a investigação e aumentar o acesso a uma variedade de saberes que formam o conhecimento. Já ao longo da jornada ed

A pesquisa escolar é parte da formação de estudantes desde a infância. No início, a busca é por instigar a investigação e aumentar o acesso a uma variedade de saberes que formam o conhecimento. Já ao longo da jornada ed

Já ao longo da jornada educacional, há a instrumentalização dos alunos, para que avaliem e se apropriem do que foi coletado. Em ambos os contextos, pais e responsáveis são essenciais para que as novas práticas sejam realizadas da melhor forma possível.

Entenda como ajudar seu filho e mais neste conteúdo!

Qual é o papel da pesquisa escolar na construção do conhecimento?

Por muito tempo, os modelos educacionais vigentes aplicavam um único fluxo para o aprendizado: o professor passava seu conhecimento ao aluno.

Atualmente, tanto os saberes prévios dos estudantes são considerados, quanto sua habilidade de descobrir, construir e assimilar de modo autônomo é estimulada.

Nesse contexto, a pesquisa escolar é uma ferramenta que impulsiona a busca por mais informações para formar o entendimento. Como método e processo, ainda prepara os jovens para qualificar as ações envolvidas, que incluem:

  • localizar, consultar e selecionar fontes relevantes;
  • acessar, compreender e avaliar informações;
  • sintetizar, contrapor, associar e deduzir o que elas propõem;
  • absorver seus conceitos e elaborar conclusões;
  • expor e compartilhar os resultados.

Todas essas competências são essenciais à construção e à qualificação do capital intelectual de uma pessoa. Não só em sua jornada acadêmica, como também para a participação plena como cidadão.

Afinal, o trabalho, a saúde, as finanças, entre outras partes do dia a dia, têm melhorias a partir do acesso ativo e consciente à informação. Todavia, tudo começa pela instrumentalização das crianças e adolescentes para lidarem com ela.

De que forma o envolvimento da família impacta nesse processo?

A educação é fruto da parceria entre escola e família. A começar pela interdependência entre jornada acadêmica, social e humana para uma formação plena. Mas questões mais práticas e básicas da escolarização, como uma pesquisa escolar, também só funcionam com a participação de ambos.

Não à toa, dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) de uma pesquisa do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) mostram a relação entre desempenho estudantil e apoio familiar.

Só em ciências, a média de quem recebeu esse incentivo foi de 414 pontos contra 357 daqueles que não contavam com isso.

Como os pais e responsáveis podem agir para ajudar em uma pesquisa escolar?

A pesquisa escolar, assim como outras tarefas realizadas sem a supervisão dos professores, requer que os pais ou responsáveis atuem. Nesse caso, como uma rede de apoio com a qual os estudantes podem contar para viabilizar sua realização. Veja como ajudar nisso a seguir!

Crie condições para a realização da pesquisa

Viabilizar a realização de uma pesquisa escolar envolve criar as condições para que o estudante consiga fazer essa tarefa de forma autônoma, segura e eficiente. Entre as ações para tanto estão:

  • dar acesso a meios e fontes de pesquisa qualificados;
  • montar um ambiente calmo e livre de distrações;
  • garantir que o espaço é preparado e está organizado;
  • estabelecer um horário de estudo, equilibrando a rotina com lazer;
  • oferecer materiais adequados à execução da atividade.

Isso porque, apesar de serem considerados aspectos básicos, o foco e o conforto são elementos capazes de promover melhores resultados. Ou seja, são facilitadores que ajudam a superar desafios atuais, como a dificuldade em prestar atenção a longo prazo.

Entenda seu papel como mediador e impulsionador

Uma responsabilidade que os adultos têm é assegurar que cada situação, demanda ou comportamento esperado, seja compreendido pelos mais jovens. Trata-se, portanto, de um processo de mediação. Nesse caso, entre escola e estudante.

Em uma pesquisa escolar, isso passa pela garantia de que houve a compreensão da temática e a eliminação de lacunas, por exemplo. Na prática, a melhor maneira de trabalhar esses aspectos é uma conversa baseada na escuta ativa.

Comece perguntando ao seu filho: se entendeu o que precisa ser feito, como ele vai fazer, o que acha que é o assunto a ser abordado, entre outras questões.

Com base nas respostas, você pode provocar reflexões e apresentar contrapontos. Tudo com o objetivo de permitir que a criança chegue a uma conclusão sobre o que a tarefa requer.

Além disso, é preciso atentar-se às dificuldades que surgirem durante a execução. Tal acompanhamento não serve só para que o projeto seja realizado.

Ainda, busca transmitir uma sensação de segurança. Assim, o lar se torna um lugar em que dúvidas não são estigmatizadas. Ao contrário, são aceitas como parte da jornada de aprendizado.

Essa atitude também é capaz de estimular a expressão de ideias e a criticidade. Nesse cenário, há a construção do conhecimento, com os pais no papel de impulsionadores da autonomia dos filhos.

Ajude, mas não faça no lugar da criança

Muitos pais querem que os filhos se destaquem, principalmente em uma pesquisa escolar que pode ser uma vitrine de diversas competências. Mas executar a atividade no lugar da criança não é o caminho para isso.

Essa prática tanto não estimula seu desenvolvimento quanto normaliza valores desvirtuados, como a irresponsabilidade frente às tarefas fora da escola. Nesse caso, é preciso separar o ajudar do fazer.

A postura ideal envolve ouvir e identificar as dificuldades. A partir disso, conseguem juntos encontrar soluções, sempre dando protagonismo aos jovens e incentivando sua proatividade. Afinal, essa proposta valoriza o desenvolvimento da autonomia como base da construção do saber.

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Texto coletado do blog do Marista Brasil em 2 de setembro de 2026. A versão oficial, com todas as fotos e atualizações, está em maristabrasil.org.

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